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Confira novas evidências que reforçam o papel da atividade física na prevenção do câncer de mama

por Comunicação IJOMA


Já é bastante consolidado o papel da atividade física na prevenção do câncer de mama. Dessa forma, a movimentação do corpo deve ser um hábito incluído na rotina de quem quer que seja, com objetivo não só de prevenir essa e outras doenças, como também ajudar na promoção de uma melhor qualidade de vida.



Câncer de mama e atividade física

O câncer de mama é a segunda neoplasia mais comum entre as mulheres brasileiras, atrás apenas dos tumores de pele não-melanoma. Ao todo, estima-se que em 2022 sejam registrados 66 mil novos casos da doença. Além disso, esse tipo de tumor é a causa de morte por câncer mais frequente entre as pacientes do Brasil.

Diante desse quadro, o investimento na prevenção deve estar na lista de prioridades. E esse cuidado envolve o reforço a alguns aspectos básicos, como a manutenção de uma dieta equilibrada, a preocupação com o excesso de peso, a restrição de hábitos inadequados (como o consumo de álcool e o tabagismo) e, claro, a prática regular de atividades físicas.


Embora a doença tenha forte componente genético, acredita-se que até 25% dos casos de câncer de mama tenham relação com o sedentarismo. Ao mesmo tempo, a American Cancer Society (ACS) aponta que a manutenção de um nível regular de atividade física diminui entre 10% e 20% da chance de desenvolver um tumor na mama.

Esse número parece estar atrelado à intensidade e quantidade das atividades: quanto mais movimento, mais benefícios. Ainda assim, vale sempre ter em mente que qualquer atividade é sempre melhor do que nenhuma.


A explicação para os benefícios dos exercícios físicos na prevenção do câncer passa por vários pontos: a atividade física regular reduz a quantidade de tecido adiposo, o que contribui para manter estável o nível de estrogênio circulante. Além disso, movimentar o corpo tende a modular respostas inflamatórias e reduzir o estresse oxidativo, que contribui para danos menores ao material genético da célula, desacelerando o processo carcinogênico que desencadeia a formação do tumor.


Os achados do novo estudo

Como já apontamos na introdução, o estudo publicado no British Journal of Sports Medicine reforça algo que já se tinha conhecimento: altos níveis de atividade física vigorosa e menores períodos de sedentarismo contribuem para a redução da chance de desenvolver um tumor nas mamas.


Para gerar as novas evidências, foi utilizado um método diferente do que se costuma adotar em estudos do gênero: os pesquisadores partiram da análise genética de 130 mil mulheres de ascendência europeia, diferenciando aquelas que continham genes que predispunham um maior nível de atividade física. Assim, eles pretendiam relacionar essa disposição genética à prática de exercícios físicos ao risco de desenvolver um câncer.


Nessa amostra, quase 70 mil mulheres haviam sido diagnosticadas com um câncer de mama. No sentido oposto, cerca de 55 mil voluntárias não tinham sido atingidas pela doença. O nível de atividade física das mulheres foi acompanhado, em parte, por meio de uma pulseira com um acelerômetro, que media a quantidade e a intensidade das práticas físicas, além dos períodos de sedentarismo. Houve também o uso de questionários para as voluntárias reportarem sua rotina de exercícios.


Ao final, os pesquisadores concluíram que quem carregava um gene que predispunha a um maior nível de sedentarismo tinha 77% a mais de chance de desenvolver um tumor receptor negativo de hormônio na mama. O risco alcançava mais de 104% quando se levava em conta a chance de desenvolver um tumor triplo negativo. Os resultados eram consistentes em todas as faixas etárias e não sofreram alteração significativa quando incluíram variáveis como tabagismo e excesso de peso.


O que isso representa na prática

O estudo em questão é apenas mais um argumento a respeito da importância dos exercícios físicos não só para uma vida mais saudável, mas também para ter menos chances de desenvolver um câncer. Na prática, vale sempre a máxima já citada, de que qualquer exercício é sempre melhor do que nenhum.


Ainda assim, as autoridades de saúde, como a Organização Mundial de Saúde (OMS), recomendam sempre que não houver contraindicação, um acúmulo semanal de pelo menos 150 a 300 minutos de movimentação física moderada ou vigorosa. Em todo caso, situações específicas devem receber orientação profissional. Além disso, vale sempre reforçar a preocupação para retomar qualquer atividade física depois de um longo período de sedentarismo. Todo o esforço deve ser feito de forma segura e confortável.


Fica cada vez mais difícil negar como é fundamental o papel da atividade física na prevenção do câncer de mama. Portanto, toda campanha deve ser orientada no sentido de reforçar os benefícios desse hábito, em todos os âmbitos da vida.


E esse cuidado envolve o reforço a alguns aspectos básicos, como a manutenção de uma dieta equilibrada, a preocupação com o excesso de peso, a restrição de hábitos inadequados (como o consumo de álcool e o tabagismo) e, claro, a prática regular de atividades físicas.Embora a doença tenha forte componente genético, acredita-se que até 25% dos casos de câncer de mama tenham relação com o sedentarismo. Ao mesmo tempo, a American Cancer Society (ACS) aponta que a manutenção de um nível regular de atividade física diminui entre 10% e 20% da chance de desenvolver um tumor na mama.Esse número parece estar atrelado à intensidade e quantidade das atividades: quanto mais movimento, mais benefícios. Ainda assim, vale sempre ter em mente que qualquer atividade é sempre melhor do que nenhuma.


A explicação para os benefícios dos exercícios físicos na prevenção do câncer passa por vários pontos: a atividade física regular reduz a quantidade de tecido adiposo, o que contribui para manter estável o nível de estrogênio circulante. Além disso, movimentar o corpo tende a modular respostas inflamatórias e reduzir o estresse oxidativo, que contribui para danos menores ao material genético da célula, desacelerando o processo carcinogênico que desencadeia a formação do tumor.Os achados do novo estudoComo já apontamos na introdução, o estudo publicado no British Journal of Sports Medicine reforça algo que já se tinha conhecimento: altos níveis de atividade física vigorosa e menores períodos de sedentarismo contribuem para a redução da chance de desenvolver um tumor nas mamas.Para gerar as novas evidências, foi utilizado um método diferente do que se costuma adotar em estudos do gênero: os pesquisadores partiram da análise genética de 130 mil mulheres de ascendência europeia, diferenciando aquelas que continham genes que predispunham um maior nível de atividade física. Assim, eles pretendiam relacionar essa disposição genética à prática de exercícios físicos ao risco de desenvolver um câncer.Nessa amostra, quase 70 mil mulheres haviam sido diagnosticadas com um câncer de mama. No sentido oposto, cerca de 55 mil voluntárias não tinham sido atingidas pela doença. O nível de atividade física das mulheres foi acompanhado, em parte, por meio de uma pulseira com um acelerômetro, que media a quantidade e a intensidade das práticas físicas, além dos períodos de sedentarismo. Houve também o uso de questionários para as voluntárias reportarem sua rotina de exercícios.Ao final, os pesquisadores concluíram que quem carregava um gene que predispunha a um maior nível de sedentarismo tinha 77% a mais de chance de desenvolver um tumor receptor negativo de hormônio na mama. O risco alcançava mais de 104% quando se levava em conta a chance de desenvolver um tumor triplo negativo. Os resultados eram consistentes em todas as faixas etárias e não sofreram alteração significativa quando incluíram variáveis como tabagismo e excesso de peso.


O estudo em questão é apenas mais um argumento a respeito da importância dos exercícios físicos não só para uma vida mais saudável, mas também para ter menos chances de desenvolver um câncer. Na prática, vale sempre a máxima já citada, de que qualquer exercício é sempre melhor do que nenhum.Ainda assim, as autoridades de saúde, como a Organização Mundial de Saúde (OMS), recomendam sempre que não houver contraindicação, um acúmulo semanal de pelo menos 150 a 300 minutos de movimentação física moderada ou vigorosa. Em todo caso, situações específicas devem receber orientação profissional. Além disso, vale sempre reforçar a preocupação para retomar qualquer atividade física depois de um longo período de sedentarismo. Todo o esforço deve ser feito de forma segura e confortável.Fica cada vez mais difícil negar como é fundamental o papel da atividade física na prevenção do câncer de mama. Portanto, toda campanha deve ser orientada no sentido de reforçar os benefícios desse hábito, em todos os âmbitos da vida.Entenda mais sobre como o histórico familiar de câncer de mama aumenta os riscos de desenvolver a doença.


Fonte: silviobromberg.com

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